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Como a Inteligência Artificial está fundindo a TI e o RH | PPT Não Compila Podcast

5 de nov. de 2025•1h 25min
Inteligência ArtificialLiderançaGestão

Convidados

Adriana Carvalho Saluceste

CTO @ Tecnobank

Carolina Russomano

Consultora @ BR Legado

Rômulo Barbosa

Fundador @ Techrom

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Neste episódio do Podcast PPT Não Compila, mergulhamos em uma discussão transformadora sobre como a Inteligência Artificial está unindo a TI e o RH, criando uma nova dinâmica no mundo corporativo. Com insights de Adriana Carvalho Saluceste, CTO da Tecnobank, e Carolina Russomano da Consultoria BR Legado, exploramos a necessidade de adaptação cultural na era da AI e como isso impacta não só as operações, mas também o desenvolvimento de talentos e liderança. 🤝💼 Junto com o nosso incrível co-host Rômulo Barbosa, fundador da Techrom, Adriana e Carolina compartilham suas vivências sobre a colaboração necessária entre humanos e máquinas, destacando a importância das habilidades comportamentais neste cenário em que IA não é apenas uma ferramenta, mas uma parceira estratégica em potencializar habilidades humanas. Conversamos também sobre a convivência de múltiplas gerações no ambiente de trabalho e a complexidade que isso traz para a adoção e integração da AI no cotidiano. 🤖🧠 Participe dessa conversa envolvente e descubra se RH e TI estão destinados a se tornarem uma única área no futuro. Inscreva-se no canal, comente e compartilhe sua opinião sobre essa fusão de universos! #Podcast #PPTNãoCompila #AI #Tecnologia #RecursosHumanos #FuturoDoTrabalho #Inovação 🌟 Convidados: Adriana Carvalho Saluceste: linkedin.com/in/adrianasaluceste/ Carolina Russomano : linkedin.com/in/carolina-russomanno/ Rômulo Barbosa: linkedin.com/in/rômulo-barbosa/ Spotify: https://spti.fi/yppsHmV Youtube: https://youtu.be/jCE5mf1Syik Outras plataformas: https://linktr.ee/pptnaocompila Acompanhe nas redes Instagram e Twitter: @pptnaocompila LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/pptnaocompila Produção: Voz e conteúdo | https://www.vozeconteudo.com.br - @estudiosvoz

  • IA Generativa e Comportamento Humano Sintético
  • Desafios da Evolução: Medo, Sincronia e Gerações
  • Introdução: Tecnologia e RH no PPT Não Cumpri
  • Apresentação dos Convidados e Perspectivas Iniciais
  • A Transformação com IA e o Papel Estratégico do RH
  • Mensagem de Apoio ao Podcast e Música
  • O Trabalho Pode Ser Resumido em um Prompt?
  • A Convergência RH-TI e a Cultura da Adoção de IA
  • Transições Digitais e o Combate a Silos
  • Patrocínio Clever e Vinheta
  • Limites e Uso Correto de Low-Code/No-Code e IA
  • A Neutralidade da IA e o Ciclo de Hype do Gartner
  • Governança, Risco de Dados e Colaboração Humano-IA
  • Habilidades Essenciais na Era da IA: Soft Skills e Visão de Negócios
  • RH Estratégico e os Pilares Inseparáveis da Empresa
  • Riscos da Adoção de IA sem Transformação Cultural
  • Patrocínio Vems
  • O Aprendizado de Novas Gerações na Era da IA
  • Gerenciamento Geracional e Desenvolvimento de Liderança
  • A Inversão do Valor Sênior vs. Júnior na IA
  • Impactos Emocionais da IA: Isolamento e Burnout
  • Desafios da Liderança de Tecnologia e RH
  • A Estratégia de RH e TI nos Conselhos Corporativos
  • O Fim da Hard Skill Bruta como Vantagem Competitiva
  • Pressões e Visão de Curto Prazo vs. Perenidade Empresarial
  • Futuro da Estrutura Organizacional e Integração Tech-RH
  • Considerações Finais: Ambidestria e o Caminho Incerto
  • O Podcast como Documento para o Futuro da IA
  • Encerramento do Episódio e Agradecimentos

Só que não dá para considerar que quando a gente fala da generativa, a gente tem tons ali de comportamentos humanos sintéticos.

>> A gente tem que tomar muito cuidado para não barrar a evolução justamente por isso, né? Por medos ou por essa separação de silos, né? Ah, o pessoal de tecnologia é de tecnologia, de negócios é de negócios. TI também precisa começar eh a imaginar com mais profundidade que são quais são as competências que também estruturam para que a IA tenha continuidade dentro da organização, visto que a gente vê, né, nessa organização que ela gera valor. É a primeira vez que a gente vai ter quatro gerações coexistindo dentro do mundo corporativo, né? E isso gera muito conflito, porque claro, são visões de mundo diferente, experiências, criação dos pais, né? Porque cada geração criou os filhos de um jeito.

>> Muito bem. Muito bem, meus amigos do PPT não cumpri, estamos aqui para mais um episódio. E hoje, Roman, a gente vai tocar num num assunto que me remete há um tempo atrás, quando a gente vê o contraste, né, dos tempos. Na minha época, sempre que eu falo na minha época, eu me sinto velho para caramba, mas na minha época, quando tinha uma mensagem assim que alguém falou: "Pô, o pessoal do RH falar com você já pensava: "Que que eu fiz errado?" Cara, você já tava com medo. [risadas] É verdade, cara. Já que que >> fiz de errado, cara.

>> É verdade.

>> Que que qual vai ser a diver? Qual vai ser a bronca que eu vou levar agora?

Isso bad.

>> É isso. Bronca ou de repente uma demissão mesmo? Pior ainda, né?

>> Exatamente. Exatamente. Então você vê como os tempos mudaram, né? E hoje a gente tá aqui para discutir a convergência das duas áreas, >> tecnologia e RH. Tem alguma coisa a ver?

Será?

Cara, é uma bela pauta nos tempos atuais, né? Acho que vai dar uma boa conversa hoje aqui.

>> Exatamente. E hoje eu tô muito feliz com essa mesa, Ron, porque temos duas mulheres na mesa do PPT no Cila >> Girl Power.

>> Eu fico muito feliz quando a gente tem essa representatividade [risadas] aqui. A gente tá aqui com a Adriana Salucest, que é a CTO da Tecnobank.

Acertei seu nome?

>> Acertou. Ah, foi certinho. [risadas] >> Adriana, obrigado pela presença no nosso podcast, aceitar o nosso convite.

>> Ah, eu que agradeço o convite. Também passei pelo mesmo medo que você [risadas] muitas vezes. Aí hoje você vai conversar com RH. Eu falei assim, numa sexta-feira, >> que [risadas] que eu fiz?

>> Mas muito feliz. Acho que um tema muito interessante e um assunto muito necessário, né, que a gente vai tratar hoje >> nos nossos tempos, né?

>> Nos nossos tempos. Exatamente. E também tá aqui com a gente a Carol Russomano da Consultoria BR legado.

Eu trabalho com a questão de cultura organizacional, desenvolvimento de liderança. Também tô muito feliz de estar aqui. O RH tem sentido as dores, né, da introdução da IA dentro do mundo corporativo e e tem toda essa questão da transformação cultural e de algumas acomodações que a gente precisa fazer. E é muito bom a gente sentir que a gente tá de mão dada com a área de tecnologia.

Então, tô muito feliz de estar aqui nessa conversa com vocês >> e me ajuda a completar o nome da sua empresa. BR Legado.

>> BR Legado. É uma consultoria e a gente trabalha a questão de cultura organizacional, transformação de cultura e a questão de desenvolvimento de liderança.

>> Muito bom. E acho que o papo deve ser muito bom, né, R? Acho que a gente tem muito para falar sobre eh transformação das companhias para trazer de fato a IA para dentro do negócio, né? Como que a gente adota isso? O que que a gente vai mudar na cabeça das pessoas? como que a gente trata o comportamento dos agentes dentro do processo de desenvolvimento, né? Como que a gente traz essa transformação de perfis? Tem toda uma questão de barreira de entrada também no na área de tecnologia com os juniors, com siors, que eu acho que o RH tem um papel eh crucial, né, cara?

>> Então, acho que o papo aqui vai render um bom tempinho aqui com essas meninas, né, cara?

É, cara, é um tema interessante que foi ótimo a gente pensar nessa pauta, porque realmente é uma questão que a gente vai vai passar, já está passando e vai passar, muitas empresas vão passar por isso e acho que a gente vai ter uma conversa ótima aqui sobre esse esse tema, como é que vai ser o dessa, vamos ver se se a vocês se tá certo que a eh, vai ser >> a mesma área no futuro. Vamos discutir isso aqui. Então, vamos lá que a pauta tá muito boa. Antes, se você entende que o nosso trabalho contribui pra sua vida profissional, você pode pagar cerveja do ROM.

>> O gel também.

>> O gel também, porque você acha que o cabeleireiro do ROM, cara, é caríssimo.

Até hoje, hoje eu me preparei, inclusive me preparei para vir hoje.

>> Toda vez o Ron fala: "Cara, beleza, eu vou gravar, mas eu preciso passar no barbeiro". Falei: "Ixe, manor prejuízo, >> cara". Pois é. Então, seja nosso membro.

Vaiá lá, do lado do botão de inscrever-se, tem lá seja membro. Se você sendo membro do nosso canal, você vai contribuir com uma módica quantia de R$,90.

>> Cara, >> não paga metade do corte lateral do ROM aqui, ó. Ah, meu, não paga mesmo, cara.

[risadas] Então, se você pode contribuir, acha que a gente traz uma boa informação, uma boa formação profissional para você, você ajuda muito a gente. Se você não pode contribuir dessa forma, a gente entende e você pode contribuir e aumentando a nossa comunidade. Então, se você ainda não segue a gente, sabia, Ron, que no Spotify 56 pessoas, 56% das pessoas que nos ouvem não seguem a gente?

Cara, não sabia dessa. Zé, cara, pô, segue aí, segue lá, dá cinco estrelinhas, deixa o seu comentário e é uma pauta excelente para curtir e mandar pros amigos. Essa pauta aqui é excelente.

>> Manda no grupo da empresa, manda no Teams, manda pro ger, manda pro CO, ajuda a nossa comunidade crescer, que sem dúvida nenhuma a gente vai continuar produzindo conteúdo gratuito para elevar sua carreira profissional de tecnologia.

Vamos lá que a pauta tá muito boa. Eu tô tô curioso para fazer a primeira pergunta.

>> Cara, eu tô até com medo de passar na segunda-feira no RH, cara.

>> É verdade. [risadas] Será que eu mando para RH da empresa?

Vamos lá.

>> Bora.

[música]

>> [música] >> A pergunta que vai nortear a gente nesse episódio como um todo e que eu acho que a gente vai discutir em cima disso, resumindo, é o nosso trabalho vai virar um prompt.

>> Profunda, profunda pergunta, >> cara. Filosófico, hein?

>> Filosófico.

>> Ah, fale mais sobre isso. Fale mais.

>> Você conseguiria resumir o seu trabalho num prompt?

Te peguei, Rom. Pensa aí, >> cara. Eu acho que em parte sim poderia, poderia ajudar, mas não >> não não tô falando você usar Iá como uma ferramenta de trabalho para automatizar um pedaço que você faz no seu trabalho.

O que você faz?

>> Cara, sim. Não, >> não existe meia grávida.

>> [risadas] >> É sim ou é não, velho.

Vou passar então a bola para as especialistas, >> por favor.

>> Eh, eu vou puxar a sardinha aqui pra área de pessoas, né? Área de pessoas é uma ciência não exata, bastante abstrata, porque ela envolve o comportamento humano, envolve experiências passadas, envolvem emoções, como as pessoas lidam com tudo isso.

Então, na minha área, o que a gente consegue fazer com o prompt é ajudar na inteligência da informação para você agrupar e criar uma lógica. Mas resumindo, em RH, eu não conseguiria virar um prompt e resolver os problemas da área, porque é muito mais complexo que isso quando você fala de ser humano.

Então a minha resposta é não. [risadas] >> Bom, eu tô do outro lado, sou da área de exatas, mas com certeza um prompt não faria o meu trabalho, não conseguiria.

É, falando um pouquinho até do do que a Carol falou, eu acho que tem muitas coisas envolvidas nisso e, óbvio, a Iá e os promptes ajudam muito o nosso trabalho, mas não substituem. E eu acho que esse é a grande magia da coisa.

>> Eu acho que o grande ponto central da discussão é como essas coisas vão convergir, né? Porque a gente tá falando de de uma coisa que é uma automação e é uma disciplina puramente exata.

Só que não dá para considerar que quando a gente fala da IA generativa, a gente tem tons ali de comportamentos humanos sintéticos, >> sim, >> né?

>> Que que acabam, por exemplo, que eu falo sintético porque ela ela ela emula o que talvez fosse um comportamento ou uma análise humana, né? E não simplesmente uma inferência estatística.

>> Uhum. O Ron, eh, o que motivou inclusive essa pauta foi um artigo que o Ron compartilhou comigo, que da onde que esse artigo mesmo R >> foi da CSA.

>> O CSA, isso que tinha uma previsão que as áreas de tecnologia e de RH seriam uma mesma área em algum momento. Eu confesso que quando eu olhei, eu falei: "What? [risadas] Não é provocador, né? É, eh, de fato, é uma, é, foi uma, eu também via, eu falei, pô, uma provocação, né, porque são áreas muito diferentes, né, são eh, mas ao mesmo tempo tem uma importância enorme, né, na companhia.

>> Eu acho que tem uma coisa muito interessante nisso, que é o seguinte, a gente tá pegando, se a gente for pensar na parceria, que é uma coisa que a gente tava falando agora, né, da área de TI com RH, porque eu acho que é uma parceria estratégica, eu chamaria assim, né, eh, a área de RH, ela tem toda a questão comportamental de desenvolvimento e cultura.

A área de TI tem toda a questão tecnológica, programação robótica e dentro dela. Então eu acho que nesse momento elas são inseparáveis.

>> É como se a gente tivesse falando de uma pessoa se a mesa, >> porque a gente precisa exatamente das duas áreas atuando muito próximas e e aí até se fala no futuro, né, que na área de tecnologia você vai fazer gestão de de a, né, de de como é que fala? de agent agentes. Isso.

>> Então são os humanos com a máquina. E aí, qual que eu acho que é o grande desafio? A gente tem falado muito que as pessoas vão perder o emprego. Então, a Ia virou uma coisa que ou ela resolve tudo ou ela acaba com o trabalho das pessoas. E eu acho que a gente precisa dar um passo adiante, que é o seguinte, a gente vai ter que pensar uma empresa que é máquina mais pessoas, que é tecnologia mais comportamento.

Eh, e aí que tem a grande profundidade da questão da cultura, das lideranças comprarem essa ideia, da gente capacitar as pessoas nesse sentido, porque enquanto ficar uma coisa desconhecida e a tecnologia ficar de um lado, hora de ter e a RH de outro, a gente não vai conseguir chegar nesse lugar que para mim seria o lugar ideal.

Vou fazer uma provocação para passar para você eh complementar, que você tem uma visão parecida com a minha de tecnologia.

Eh, eu acho muito legal, Carol, que você falou, que a área de TI e de RH, elas precisam ser inseparáveis em algum nível para que a gente consiga de fato se exponencializar para isso, né? Mas quando a gente olha da ótica de TI, do executivo de TI, a gente vê isso com todas as áreas da empresa.

>> Uhum.

>> Seja com a área comercial, com a área eh de negócios, com a área, enfim, estratégica, com board. Então, a a no mundo atual que nós nós estamos, né, a TI ela virou uma um building block do negócio. Ela tá inseparável por todas as cadeias de valor do negócio.

>> E o que me deixou surpreso com o artigo que o R mandou é por que o RH? Porque a TI, de fato, ela ela ela tem que ser parceira e tá capacitando e gerando insumo para todas as áreas de negócio, o RH e outras também. E por que o RH?

É, você tirou as palavras da minha boca porque a gente já passou, né, em tecnologia por algumas fases. Primeiro, tecnologia era commodity, então é só entregar alguma coisa, depois virou estratégico e agora eu acho que ela tá nessa onda mesmo de se fundir com todas as áreas, né, porque todo mundo precisa hoje da tecnologia, ela virou estratégico no nível corporativo e em cada em cada área também. Mas até discutindo um pouquinho antes, né, eu acho que o o RH tem muito essa questão de tá próximo ao comportamento humano e a IA ela emula o comportamento humano.

Então, qual é a área que ajudaria mais eh nesse momento? Talvez assim, todas precisam, mas isso sim, talvez fosse uma uma sacada de mestre. Parece provocativo quando a gente olha, fala, eu também quando recebi, né, um falando um pouquinho da pauta, falei: "Nossa, mas o que que tem a ver?" Foi exatamente isso.

Aí aprofundando, mas falei, não tem muito a ver, né? E e eu acho que até quando saiu essa matéria acho que era para impactar, mas faz a gente refletir sobre isso mesmo. Pô, se eu tô emulando um comportamento humano, qual é a melhor área para ser parceira nisso, né? É curioso que eu tenho notado, eu fui até comentei com vocês, eh, eu fui em dois eventos, acho que em julho, agosto, enfim, sobre EAI e nos dois eventos foi comentado que os projetos só evoluíram quando teve envolvimento do time de RH.

Isso me chamou muita atenção, >> que me parece que já está acontecendo >> sim, >> ainda novamente, acho que em pontos isolados ainda o RH puxando um pouco essa >> essa ideia de eh humanizar, vamos dizer, essa parte da da EAI, porque obviamente tem um existe um medo, né? Existe um medo nas empresas de que, [ __ ] a vai ser implementada, eu vou perder o emprego. Algumas áreas >> tendem a, vão colocar entre aspas aqui, a ter esse impacto mais rápido. E aí, obviamente, isso gera uma série de problemas, né? Já a gente já tá vivendo um momento já muito desconforto geopolítico, econômico, do negócio em si e agora também da questão tecnológica, né? Então, por isso que eu eu a realmente a a reportagem é provocativa, mas eu também acredito que a área de RH vai fazer um papel importantíssimo nesse retrabalho, né, nessa reconfiguração das empresas. Enfim, >> você tem um ponto bom, mas eu acho que são então são dois pontos.

>> Eu tenho mais um ponto depois, >> porque [risadas] uma é a transformação cultural >> Uhum. para adoção.

>> Isso.

>> E eu acho que outra é realmente ligada ao desenvolvimento da tecnologia para meio que moldar o comportamento da tecnologia sobre a ótica do comportamento humano, né? Acho que foi isso que você quis colocar, né?

>> Sim. Mas os dois pontos eu acho que é extremamente importante. Até a gente tava conversando um pouquinho sobre o medo, né? E e na minha visão sempre o medo das pessoas era em relação a perder o emprego. A Carol trouxe vários outros medos, né, que ela enxerga ali como RH, que faz total sentido nesse processo, né?

>> Eu acho que o RH, fora a transformação de cultura e fora a liderança, comprar a ideia da tecnologia, que é uma outra coisa que a gente precisa falar, porque se a liderança não comprar o RH e a TI, eles não conseguem fazer nada. Eh, eu acho que tem uma questão de desenvolvimento de competências, capacitação, né? é que isso parte muito da área de RH junto com os líderes. E essa questão do medo pra gente quebrar essas barreiras, a gente precisa fazer movimentos e ações dentro da empresa.

Então, às vezes a gente precisa estabelecer coaching, às vezes a gente precisa fazer team building, a gente às vezes precisa trazer um treinamento diferente, a gente precisa eh ventilar as ideias com alguém de fora que traga um pouco sobre inovação. Então eu acho que o RH, como TI, ele permeia a empresa inteira, porque todo mundo dentro de uma empresa tem um BP, todo mundo precisaria ter uma trilha de desenvolvimento, todo mundo tem a ânsia de se desenvolver e quem é o grande parceiro do líder é o RH. Então, tentando te responder, é por isso que eu acho que o RH tem um papel central, porque ele vai conseguir fazer com que entre no trilho a transformação de cultura. Então, por exemplo, a gente tava falando, vamos trazer exemplos reais, que eu acho que é legal, né? tá falando de uma reunião que um dos pilares da empresa era aqui a gente nova, que a gente é muito flexível, o líder da empresa falou um presidente. Eu fui participar da reunião com um caderninho e cada pessoa que trazia uma ideia, ela era barrada sem ele perceber e era um pilar que ele queria muito trabalhar. Então, quando acabou a reunião, obviamente eu tive um momento lá com ele, você percebeu que quando as pessoas tentaram trazer ideias, tentaram flexibilizar o pensamento, elas foram barradas na sua reunião? Ah, não percebi. Falei, então, antes da gente trazer isso, compilar, >> por ele, não.

>> Hã, >> foram barrado por ele ou por >> por ele e obviamente >> assessores, >> por ele principalmente, mas por outras pessoas que obviamente quem tá embaixo é cascata a cultura.

>> Então ele fez, os outros também fizeram.

>> Antes da gente trazer esse um pilar como um pilar organizacional, vamos trabalhar um pouco se a liderança acredita nisso, se é assim que ela acha que tem que ser o dia a dia. E aí a gente depois traz esse pilar. Então o RH ele tem que ser o guardião para ajudar que a culta é o famoso walk, né, gente? O que a gente fala a gente faz. E aí eu acho que a IA vai ter um lugar que vai agregar valor e gerar eh algo para pro negócio, que é o que a gente tava falando, né?

Não, eu acho que faz faz todo sentido o o olhar do RH nesse sentido do da adoção e do comportamento do, como que eu posso dizer, do da cultura organizacional como um todo, né? Eu eu sinto eu senti muita falta dessa visão que você colocou, Carol, há uns anos atrás e algumas empresas ainda estão nessa fase, quando a gente falava muito sobre transformação digital, que foi quando a gente falava que a TI tinha que ser parceira de todas as áreas de negócio e não só tiradora de pedido, etc., como você bem colocou, >> para que de fato os líderes vissem a área de tecnologia como alguém que gerasse capacidade pro negócio.

>> Uhum.

>> E não como uma área que recebesse um pedido e fizesse aquilo que o negócio pedia. Eu acho que a gente tá numa segunda transformação digital comá.

>> Uhum.

>> E muitas empresas nem passaram pela primeira. Esse é o fato, né? Tem muitas empresas hoje ainda trabalham comerfall, com tiração de pedido, abertura de ticket e negócio e tecnologia não sentam numa mesa para falar de solução, né? Então, a gente ainda tem que passar por aquele momento onde a TI tem que saber de negócio e a e o negócio tem que saber de tecnologia, porque você na sua especialidade de negócio vai poder me dizer o que eu preciso fazer para ter resultado de negócio e eu vou te falar o que que a tecnologia pode contribuir para que eu atinja aquele resultado.

>> Uhum. E eu acho que a IA ela vai misturar isso tudo, vai ser uma segunda transformação digital que a gente tá passando e e vai ficar muito quebrado esse processo por a transformação digital que eu tô chamando de primeira ainda não tá na vida das pessoas, né?

>> Exato. Hoje não é não é incomum você pegar cards que começam assim, né? Eu como produtos, quero que tal coisa seja feita.

>> Não, não existe isso, né? Porque isso é sim aquela cultura de você ser tirador de pedidos e isso ainda é muito vivo em muitas empresas. Enquanto isso não quebrar, a gente ainda vai ter essas questões. E aí um pouco do que a gente falou anteriormente, acho que os o medo da tecnologia às vezes cria isso também, né? Então, ah, eu tenho medo que a tecnologia tome o meu lugar ou eu não sei como lidar com a tecnologia. Então, vamos voltar ao que a gente conhece, né?

Então, a gente tem que tomar muito cuidado para não barrar a evolução justamente por isso, né? por medos ou por essa separação de silos, né? Ah, o pessoal de tecnologia é de tecnologia, de negócios é de negócios. E por isso que eu acho que a fusão são com todas as áreas mesmo, né? E precisa ser. E e eu acho que arriscando falar bem mais no futuro, acho que não vai existir essa segregação, porque todas as áreas vão ser um pouco tec, né? Um pouco tecnologia.

>> Quero falar com você agora que ainda não conhece a Clever. Clever é uma empresa que já tem mais de 3 milhões de usuários em 30 países com 30 idiomas diferentes, que tem trazido soluções em blockchain, criptomoedas e ativos digitais. O objetivo da Clever é te dar liberdade financeira para operar nesse mercado de cripto. Então, se você acredita nisso, se você acredita nessa liberdade, você já pensa como a Clever, vai conhecer os caras, é clever.O. estão contratando também pessoal para trabalhar com cripto, com blockchain. Então, se você tem interesse, se você tem conhecimento nessa área, procura a clever. Se você gosta de criptomoedas, se você opera no mercado, você precisa conhecer a Clever, precisa conhecer as soluções da Clever.

Então, o endereço tá aqui embaixo no vídeo. Para quem não tá no YouTube, é clever. Vai lá, vai conhecer que realmente é um mercado sensacional.

[música] E aí tem um, acho que um outro ponto, eh, o contraponto, né, dessa, dessa questão é que com a questão do low code, no code, né, que até, pô, teve uma gravação semana passada que eu não não escutei ainda [risadas] também. Já, já sofri, já sofri com assim, fazer um disclaimer, até porque a gente falou disso pouco no outro episódio, nada contra locude no code pra aplicação correta, tá gente? É isso, >> mas não vem resolver o mundo inteiro.

>> É, então >> era isso que a gente tava falando, porque assim, a gente acaba invalidando, porque se usa para tudo, né? Ah, você vai fazer uma prova de conceito, ótimo.

Um negócio rápido para você ver se aquele conceito >> fez um crudezinho ali, >> fez um crudezinho, perfeito. Mas prova de conceito é para provar conceito, não, não é para rodar em produção e escalar.

É isso. Então, não sou contra, mas cada coisa pro pro seu fim. Isso. E e gente, você que account managery de low code no code, vamos ser mais fair. Os caras vão direto lá nos car vou resolver todos os problemas da sua vida. Você não vai precisar mais ter programador, TI. O negócio vai arrastar a caixinha e vai fazer o SAP de novo para você. gente menos >> não. Aí, aí você vende isso pra sua área de negócios, seu CF, vou fazer um sistema que o cara fica louco e aí ele quer isso. Ele quer isso >> aí depois que entrega é só sofrimento.

Esse é o problema, né?

>> Exatamente.

>> E aí o ponto >> fechado parentes do locudinar. [risadas] É, é, a questão é que as áreas de negócio que tem, né, sempre aquele a a aquela, vamos dizer, aquele aquele atrito básico com área de tecnologia, fala: "Não, agora com no code eu vou resolver tudo, não preciso mais de car tecnologia, >> agora agora eu tô poderoso abrir com o NTN, eu tô fazendo todas as integrações agora.

>> Esse time do Barramento quero nem saber." Então, ou seja, a gente tá passando por uma mudança enorme, né, em vários sentidos de novo, e e a EA obviamente tá vindo com uma força avaçaladora, né? Uhum.

>> Então, por isso que novamente eu acho que o RH pode ter um papel putz fundamental nesse trabalho de conectar as pessoas novamente. Inclusive teve um o o Renato Renato Grau.

>> Sim, >> ele publica um um artigo muito bacana falando >> carta do especialista. Recomendo.

>> É >> link na descrição.

>> Eh, falando um pouco que, cara, a tecnologia que a EAI vai proporcionar de novo a questão criativa das pessoas, né? vai dar tempo para as pessoas pensarem de forma criativa, vai dar trazer valor de novo às pessoas, né? E não e não o que tá se falando de tirar as pessoas.

Enfim, >> eu li uma coisa muito legal que a IA ela é neutra, é o uso dela que pode ser nocivo ou positivo. Eu achei isso muito legal, porque a gente como ser humano, a gente sempre quer atribuir preto e branco, positivo ou negativo. A Iá, por si só, ela é IA, ela é uma inteligência.

Eh, então eu acho que essa também é uma postura que o RH precisa ter.

ele que vai drivar assim como a empresa vai receber a IA. Porque se eu mostrar, olha, você é ser humano, você é o centro da IA, ela amplia suas capacidades e ela pode ser um assistente, que achei uma boa palavra que você usou, mas você vai ter que manter o seu centro crítico, a criatividade, você que puxa inovação, você que decide se o que ela trouxe realmente faz sentido e você vai trazer para dentro da organização. É, e aí eu acho que o RH, né, de novo, falando um pouco desses team buildings e essas coisas que eu te falei que são ferramentas, ele tem um papel fundamental em fazer a gente pensar Iá como neutra e a gente decide o uso dela, porque a gente é ser humano e no fim quem criou a foi a gente. Então eu acho que falta um pouco isso porque ela ficou uma coisa muito mística, ela resolve tudo.

>> Mas é o que a gente tava falando agora do low code, no code, né? É ótimo porque ele se se destina. A mesma coisa é Iá.

Ela é ótima, fantástica, mas ela precisa ser usada da forma correta. Eu acho que não é, né, nenhuma dessas soluções é a bala de prata para tudo e nem é a única solução para tudo, né? Então a gente tava até falando um pouco isso, né? Que existem ondas ali que entra no modismo e o pessoal ama determinada tecnologia e depois demoniza porque teve uma expectativa errada nela, né?

>> Geralmente usando errado, né? usando errado. Exato. Então é isso que a gente precisa tomar cuidado, né? Nem de endeusar e depois nem de demonizar. É é ótimo. Todas as tecnologias são ótimas porque ela se destina e usada da forma correta, assim como a gente falou, né?

>> Exatamente. O Gartner tem um um framework interessante para definir isso, que é o o hype cycle, né?

>> Então a gente tem sempre um pico de expectativas, né? Então, anualmente o o Gartner plota isso num >> pega tecnologias de a, por exemplo, aí ele mostra um um gráfico que ele é ele é típico, né? Você tem um um que eles chamam de, como é o nome da primeira onda? É pico das expectativas, né? Então você vai lá em cima, tá todo mundo achando que vai resolver tudo >> e aí isso despenca, que é o vale da desilusão. Fala: "Pô, >> vale da desilusão não serve para nada, >> não serve para nada, era tudo hype, não adianta nada". E aí ele volta a crescer mais ou menos na metade do começo e aí ele fica num platô que é o que eu chamo de platô de produtividade. Então sempre tem isso, né?

>> E geralmente isso é bovido por interesse comercial. O cara que vai vender low code, no code, que vai falar com o nosso chefe, cara, vai falar que você não precisa ter mais nada, vai resolver >> isso, resolve tudo aqui, se morre abraçado comigo, né? Mesma coisa. O cara comercial da IA vai falar: "Pô, não, você não precisa resolver mais nada, vai automatizar tudo, etc. porque tem um interesse comercial por trás. O cara sabe que isso não é verdade, né? E aí a importância de ter bons profissionais de tecnologia que direcionem e faça isso ir pro caminho correto.

A gente tem um desafio gigante, eu acho que tanto do ponto de vista de RH quanto de tecnologia sobre governança, sobre isso.

>> Uhum.

>> É uma coisa muito nova, >> né? A gente vê, cara, todo dia alguém me procura falando que quer colocar um negócio que fez no copilot produção, cara. E tão e e isso tá popular, isso tá democrático, tá na mão de todo mundo.

Então a gente tem que tomar muito cuidado com LGPD, com questões de vazamento de dados, etc. É um desafio que ninguém sabe muito bem como lidar. A gente tá meio que pegando as tartaruguinhas fugindo ainda, sabe? A gente falou um pouco isso também, né, da importância de se ter os guardreios, de cuidar das suas das suas informações, porque hoje todo mundo joga tudo na rede, em todas as IA que encontram pela vida, distribuindo dados. E muitas vezes isso é um problema para as empresas, muitas vezes a empresa não tá nem sabendo que seu funcionário tá usando ali, quer fazer um relatório, pôs todas as suas informações ali, né? Isso falando num num modo de uso mais simples, né? Então, precisa realmente ter uma conscientização, usar isso de uma forma correta. até quem cria produtos com IA às vezes tá usando de uma forma incorreta, sem cuidar, né, de todas essas questões da governança. E aí pegando o ponto central que foi o artigo da VCSA, vocês acham que dado todos esses desafios que a gente falou de governança, de adaptabilidade, de cultura, se a gente tiver no lá considerando o platô de produtividade do do Gartner, já entendemos que a IA não resolve tudo, né? Já desistimos da Iar porque os projetos não deram certo. E aí para aqueles casos que realmente precisa, estamos desenvolvendo com, vocês acham que vai fazer sentido em algum momento ter um profissional de RH que entende do comportamento humano, que entende do de linguagem, de relacionamento, tá do lado de um desenvolvedor para fazer um agente junto, por exemplo?

Para mim faz todo sentido.

>> Para mim também.

Eh, eu queria falar, aproveitar e e falar sobre o que eu vi do relatório do eh Fórum Econômico, eh que eles estavam prevendo o trabalho até 2030, né? Tem quando faz essa reunião, eu tenho um período de tempo que tem essa previsão. O que me chamou atenção e obviamente que as competências, as três principais competências que até 2030 a gente precisa estão ligadas à área de tecnologia, né? robótica e a todas as outras competências são soft skills.

>> Eu adoro também te perguntar seam competências técnicas ou ou >> e as três primeiras são técnicas e o resto soft skill, né? Então essas que eu falei para vocês, né? eh essa questão de senso crítico, eh criatividade, eh capacidade de colaboração. E esse é o grande gap que a gente vai ter no mundo, porque se a gente não tiver essa parte, você pode ser um excelente técnico. Tô desfazendo os técnicos, gente, a gente precisa de vocês. Mas as competências humanas é que dão a base para todos esses processos de evolução da tecnologia. Uma das coisas que eu mais gosto de falar é o seguinte: quanto mais tecnológico a gente fica, mais humano a gente precisa ficar. Porque a tecnologia por si só, ela não para de pé. A gente precisa, tá aqui nesse podcast dividindo. A gente tem que fazer críticas em relação à tecnologia para ela evoluir. E isso são competências humanas. Então isso que você tá falando para mim e de novo voltar no no serês que eu falei que é uma imagem boa. Eu acho que até a própria pessoa de RH, não necessariamente ela vai precisar ser a grande programadora, mas ela vai ter que ganhar profundidade, porque nesse momento jogando uma pimenta, a área de RH vai ter que se reinventar.

Porque ela não pode achar que uma planilha de Excel vai resolver a questão da IA e aí ela vai conseguir fazer uma transformação cultural. ela tem que comprar essa ideia, ela tem que usar, ela tem que se capacitar e aí ela tá pronta para disseminar isso dentro da organização. Então acho que você tá falando, faz muito sentido. E aí voltando um pouco TI, RH, eu acho que tem um pouco disso que é misturar as competências, porque TI também precisa começar eh a imaginar com mais profundidade que são, quais são as competências que também estruturam para que a IA tenha continuidade dentro da organização, visto que a gente vê, né, nessa organização que ela gera valor.

Sabe o que eu acho curioso, Carol?

Quando você me fala que >> a gente tá falando de senso crítico, criatividade, >> eh colaboração em grupo como competência para 2030, cara, a Iá não trouxe nada disso. Isso, isso devia ser pré-requisito desde 1990.

>> Com certeza. Exato. Exatamente.

>> E e e isso eu acho que eh a o novo contexto que a gente tem tá evidenciando mais essa necessidade no profissional de tecnologia.

>> Uhum.

>> Porque antes você podia ter aquele programador que >> fica na casa no cantinho dele você passa passava a pizza por debaixo da porta, senão ele mordia alguém, [risadas] >> né? E ele ficava lá. Mas acho que eh o não só aá, mas o o contexto da tecnologia cada vez mais presente nas cadeias de valor da companhia, mais presente no resultado da companhia, faz com que a gente tenha que exigir profissionais mais eh eh >> globais, né?

>> Globais, né? E >> e engajados, né? Eh, e a gente comentava um pouco sobre isso, até sobre a questão do home office, né? Versus o presencial, porque tem tem essa tendência, né? o pessoal de tecnologia tende a a ir mais pro home office, mas quando a gente olha TI como um papel estratégico, é importante também que tenha essa interação, né? Então, >> eh, é o que a gente comentou bastante, Ti parou de ser um commodity já faz muito tempo, ele já se tornou estratégico e agora cada vez mais.

Então, precisa ter essa interação mesmo entre >> Mas isso assim, mas é engraçado que a gente eh quando a gente olha olha a foto real ainda tá distante isso, né? Porque ainda quanto a gente vê o cara que tá fazendo o código lá, mas pergunta: "Cara, você sabe que você você sabe para que que serve esse código?" O cara não tem noção que aquele código vai para uma aplicação que vai pra venda, que vai fazer. Ele não tem. Ele só, cara, se eu recebi esse esse esse job aqui no meu no meu, enfim, Gira, >> no Gira, >> chegou esse card.

É isso. Então, >> então tá, o que eu vejo na prática tá muito distante isso, né? E e e ao mesmo tempo, de novo o RH eh como o RH consegue tá deixar isso mais próximo? Porque ainda eu vejo que ainda tem uma distância enorme.

>> Mas esse é o ponto que eu falei, Ron, eh, as empresas ainda não passaram pela primeira transformação.

>> Uhum.

>> Porque isso é pré-requisito da primeira transformação digital.

>> Uhum. Uhum.

>> O cara que tá desenvolvendo saber o que tá fazendo. E a gente tá falando da segunda revolução digital e >> e as empresas não se transformaram ainda, cara. Como mesma coisa que eu ainda vejo ainda que você comentou, Adriana, mas ainda na prática eu vejo muito ainda área de tecnologia como custo. O cara, muitas empresas ainda olha, >> mas o RH igual, gente, se ele olhar, >> mas se eles olharem como custo, é isso que vai acontecer. Você vai continuar alimentando essa cultura e você vai ter essa divisão organizacional. Eu acho que as empresas que têm essa visão, que olha tecnologia, segurança e outras áreas que são muito estratégicas hoje como custo, você ainda vai continuar alimentando isso e arrastar um modelo ali ultrapassado e que não evolui por muito tempo, né? Então é é muito essa questão cultural e aí é a cultura em alguns momentos vem top down mesmo, né? Se não mudar em cima, embaixo não muda, né?

Exatamente. E e aí o RH tem o papel >> fundal, gente. Mas olha só quanta similaridade. O RH ainda é muito custo em muitas empresas. Outra similaridade, tá havendo uma uma pesquisa da Associação Brasileira de RH, 70% do tempo neste momento da maior parte dos RHs é operacional, 30% estratégico. Aí eu trago a IA fazer uma transformação cultural que é estratégica.

Então, olha só o desencaixe, como você tá falando, né? Não passamos pela transformação da tecnologia e a área de RH não passou ainda pela transformação de ser uma área relevante e realmente estratégica, sendo que ela é, porque o ativo principal da empresa são as pessoas e a gente ainda tá falando de de áreas de RH que são DPS ou que fazem coisas extremamente operacionais.

Então eu acho que é o seguinte, vou pegar o seu gancho. A gente tá muito longe de conseguir fazer essa engrenagem funcionar do jeito que ela precisa, né?

E e aí o que que me preocupa? A tecnologia avança muito rápido agora e você não segura ela, você não fecha a porta, fala: "Não, não, não, não avança". A tecnologia vai avançar. A área de RH ainda tá nesse momento, obviamente, salvo exceções de pessoas que conseguem acessar a estratégia e fazer isso acontecer. Como é que a gente resolve esse gap?

>> [risadas] >> Porque é grande.

>> É. E e a gente tem um um um ponto interessante que você colocou, Carol.

Todas empresas no mundo hoje dependem de pessoas de tecnologia. Então não dá para ter uma empresa sem ti e sem RH.

>> Exatamente.

>> Eh, eu achei até um pouco injusto agora eh pela sua colocação, porque tem um artigo do Gartner também.

>> Uhum. Tô citando muito o Gartner hoje.

Acho que eles tiveram que [risadas] patrocinar a gente.

Abraço, pessoal do Gartner. Vamos trocar uma ideia.

>> Eh, mas que acho que uns 5 anos atrás eles falaram que toda empresa atualmente não deveria ser considerada uma empresa de nicho, mas uma empresa de tecnologia que produz para nicho, porque elas estão calcadas em empresas de tecnologia.

>> Que interessante.

>> Mas no fim todas as empresas também são de são de pessoas, né? Uhum.

>> Então são os dois grandes pilares. Não importa se você é da área médica, da área de saúde, da área de finanças, você depende de tecnologia de pessoas, né? E isso tem que convergir de alguma forma, porque são os dois grandes ativos que nós temos hoje, né? Os dois grandes recursos, por isso o nome recursos humanos, eu acredito. [risadas] >> Aham.

>> E e isso vai ter que ter uma convergência de alguma forma, né? e um protagonismo, porque todas as áreas contratam, todas as áreas treinam, todas as áreas recrutam, todas as áreas capacitam, né? E todas as áreas também dependem de tecnologia, né? E quando você tem uma descongruência, como como a gente citou antes, de empresas que ainda não passaram nem pelo processo de de transformação digital para ter uma simbiose entre negócio e tecnologia, vem um trem desgovernado chamado inteligência artificial passando no meio dessa empresa, é o cenário do caos. [risadas] >> Exato, >> né? E o que que vai acontecer, Ron? Eu não sei.

>> É uma boa pergunta, cara, porque eh não assim eh na prática dá até pra gente especular o que já está acontecendo, né?

Vi no top down. Ah, cara, vamos fazer um PR de AI, o cara, né, o se leva tal, vamos fazer um PRI porque tem que fazer, porque o meu concorrente fez, eu preciso fazer, >> porque todo mundo tem, como eu não tenho, >> tem como eu não tenho, >> não. E e dá para entender, gente, assim, a gente coloca isso de uma forma muito crítica de o cara, pô, eu quero ter EI também porque tá na moda. É um pouco disso também, mas eh [risadas] tá todo mundo falando que a IAI vai dar uma produtividade absurda. O cara não sabe o que a IAI pode fazer. Ele lá lá de cima ele não tem domínio dos processos, do tático, etc. Ele vai descer a informação, vê aí como que a IAI consegue otimizar nossa.

>> Às vezes não enxerga os riscos também, senão esse é um outro problema que a gente vai ter com certeza no futuro.

Muitas empresas usando de uma forma inadequada e os riscos vão aparecer. Não tenho dúvida.

>> Não tem.

Aliás, se você quer investir na sua carreira, >> pensa em contenção de riscos de ai para aqui do tr anos, porque meu amigo [risadas] >> vai vai ser um nicho enorme. E tem tem aqui um risco, né, que eu tenho uma preocupação muito grande, >> que é com as pessoas que estão ingressando no mundo corporativo. A gente tá falando estagiário, treina em júnio. É porque a IAI ela tem uma capacidade de acelerar, né, algum conhecimento que você não tenha e você fazer uma tarefa de uma forma mais rápida, mesmo que você não entregue ela com tanta perfeição.

>> Carol, você tirou a pergunta do meu bolso, >> então vai lá pergunta a você, depois eu continuo. [risadas] >> Tava segurando aqui.

Você que tá aí escutando esse episódio bacana e quer levar toda essa tecnologia, essas novidades pra sua empresa e não sabe como, chama o time da Vems. A gente pode ajudar vocês com desenvolvimento de software, com arquitetura de soluções, a entender os problemas que vocês estão vivendo e sair do outro lado com uma solução bem bacana. E se você tá escutando o podcast para aprender coisas novas, faz o seguinte, manda um e-mail pra gente no peoplecare@vemers.Ou e você pode fazer parte também do nosso grupo de talentos. Valeu.

Agora o time do Relações Públicas vai gostar mais de mim.

>> A barreira de entrada pro mundo de tecnologia.

>> Uhum. E aí falando especificamente sobre o o potencial que a gente tá tendo de ar no desenvolvimento de assistente de código de desenvolvimento, etc.

Aí na mão de um de um dev sior, ele produz por um senior e meio, >> imagino.

>> Talvez até dois, porque o cara vai lá, ele tem senso crítico, ele sabe o que tem que fazer, ele não perde tempo com o básico, ele passa para Iá e ele sabe o que tá fazendo. Um Dev Júnior com IA, ele faz besteira por dois Dev Júnior.

>> Exponencia, exponencia o erro, erro, >> né? Aham.

Então, a barreira de entrada vai ficar muito mais difícil. Como é que a gente vai capacitar esses caras novos com a IA? Porque a gente aprende com erro, gente.

>> Sim.

>> Eu eu eu não nasci um programador que já botava código em produção. Eu fiz eu fiz muita besteira. Todo mundo que desenvolve fez muita besteira. Até ser um cara, ser um arquiteto, etc.

Sem esse direito ao erro, como é que a gente vai fazer aí com com essa juventude, gente? E eu vou te falar uma coisa, o que sustenta o hard skill é o soft skill. Porque assim, se eu tenho que estudar mais e aprender mais, eu preciso ter que capacidade?

Persistência. Sou uma pessoa flexível para entender que às vezes eu vou errar, que não vai dar certo. Então, para mim, a grande questão, por isso que essa esse relatório do fórum mundial para mim faz todo sentido.

A gente tá vendo uma geração que tem cada vez menos essa capacidade de profundidade no soft skill.

Eh, e aí eu acho que realmente é trabalhar questões que nas empresas antigamente era vista mal vista, que é inteligência emocional, sabe essas questões mais humanas, mais profundas?

Durante muito tempo a gente ignorou isso no mundo corporativo, né? E eu acho que por isso que agora, por exemplo, tem redes de psicólogos atendendo nas empresas. O coach ele tá sendo uma usado para uma como uma ferramenta de desenvolvimento. Fala. É, eu só fazer, acho que um parêntese talvez isso talvez esteja crescendo, mas ainda são poucas empresas, eu imagino, né?

>> São poucas, mas eu tô aqui tentando imaginar um pouco o futuro como a gente chega lá, entendeu?

>> Eh, e eu acho que isso é uma transformação da sociedade, do governo, das empresas. E, e, e eu acho que não dá mais pra gente imaginar o mundo que a isso tá na empresa, isso tá na escola, isso tá não, gente, tá na mão de todos nós, porque o que acontece na empresa é o reflexo da sociedade, né? Mas eu acho que também tem influenciado bastante no desenvolvimento no do hard skill, né? Porque você fica mais acomodado, >> então você espera que uma inteligência artificial resolva o seu problema, né?

>> Só que assim, ela vai ela vai >> exponenciar o que você faz, como você disse. Então você vai colocar seu conhecimento, ela vai te devolver.

Agora, se você não tem um conhecimento para colocar, é você ficar batendo na parede e andando ali naquilo, né? Só que como que você vai se desenvolver se você não aprendeu a aprender?

>> Você aprendeu >> a colocar um prompt que ainda não é bem feito porque você não tem o conhecimento e esperar um resultado. Então você vai ficar insistindo esperando um resultado que não vai vir, né?

>> Exato. Hoje um cara sénior, ele usa a IA com maestria porque ele tem todo um repertório que ele aprendeu sem Aá.

>> Uhum. Então ele sabe o caminho, então ele pega aquilo que ele bateu a cabeça, que ele já sabe onde pode dar problema, ele já instrumentaliza para fazer aquilo que ele quer que ele faça e ela vai fazer bem, porque ele foi, ele orientou bem a Iá.

>> Uhum.

>> Essa nova geração não vai passar por isso, cara. Sabe? Você não vai ter um um sênior que tomou pau em produção, que que que apanhou com o próprio erro, que virou madrugada que resolvendo bug, >> debugando aquele negócio por horas, né?

>> Exato. Exato. E é isso que faz ele usar bem a IA, porque ele já sabe, exponencializa aquela sabedoria que ele já tem por ter passado por tempos sombrios na vida dele, né?

>> Uhum. Uhum. E esse cara novo, ele não vai passar por isso.

E aí, né, isso ent isso chega quase numa filosofia que alguns futuristas colocam que eh a IA ela pode potencializar a cópia da cópia, né? E a gente pode >> ter cada vez mais dados sendo gerados por IA e conhecimento que é gerado da cópia, da cópia, da cópia. E se o humano não gerar novas informações, aí a simplesmente ela vira uma câmara de eco, né?

>> Uhum.

>> E infinita, né? Que acho que é é o grande medo da gente pensar isso no mundo infinito, né?

E e aí para para fazer um gancho para vocês complementarem, um ponto que me chamou atenção da sua observação, Carol, é sobre o comportamento da nova geração.

E aí eu queria fazer um contraponto que eu achei curioso. Eu acho que nós da da geração millennial, eu acho que a gente tinha um pouco disso de eu não preciso ter soft skill, eu sou um cara muito bom de tecnologia, eu vou sentar aqui, vou codar >> e eu não preciso dar bom dia para ninguém.

>> Ou eu sou eu sou o líder, eu sou o legalzão, sou amigo de todo mundo, não preciso aprender a programar. Eu acho que isso era muito intrínseco da nossa geração. Eu acho que a geração Z tem um uma fagulha de humanidade.

>> Que bom.

>> Eu acho que e isso inclusive tem tido um conflito de geração, principalmente de tecnologia, né?

>> Eles ligam mais pra qualidade de vida, para >> propósito e etc. Mas às vezes até um choque dentro das equipes. Não sei se você já sentiu isso de olhar e >> e a essa nossa geração dá uma desdenhada na na numa nova geração e a nova geração falar: "Não é isso que eu não é isso que eu quero ser na vida".

>> Ex, eu não quero. Eu deu o meu horário, eu vou embora, que eu vou cuidar do meu cachorro, sabe?

>> E eu acho que a gente tem uma fagulha de humanidade soft skill nessa nova geração.

>> Uhum.

>> E talvez até com ponto negativo, um pouco de desdém do hard skill também.

>> Uhum. Uhum. que era muito forte na geração do milênio, a questão de ser especialista, é um bem formado, etc.

E aí devolvendo para vocês como é que a gente pega essa geração que tem essa nova característica de talvez ter uma um viés um pouco mais humano e não atento ao hard skill com um ambiente onde ele vai se desenvolver mal porque ele não vai passar por tempos sombrios como a gente passou. Ele não vai pegar uma crise em produção de madrugada. Ele não vai desenvolver o código que ele vai ter que abrir a documentação da do do da linguagem para saber ali para poder ficar cascudo e poder usar IA. Ele vai ter a IA como facilitador o tempo todo.

Como é que a gente vai cuidar dessa galera?

>> [risadas] >> Pergunta do milhão.

>> Quem souber a resposta monta uma startup e fica.

>> Manda, manda pra gente [risadas] aqui.

Olha, eh, eu acho que é um assunto muito complexo, porque vou trazer um pouco de dado, né? É a primeira vez que a gente vai ter quatro gerações coexistindo dentro do mundo corporativo, né? E isso gera muito conflito, porque, claro, são visões de mundo diferentes, experiências, criação dos pais, né?

Porque cada geração criou os filhos de um jeito. Então a gente jogou tudo isso no mesmo caldeirão. Aí a gente pegou a tecnologia, avançou, jogou dentro do caldeirão e a gente ainda tem um formato de mundo corporativo que nunca está acabado, porque o corporativo sempre está caminhando para um novo formato.

Eh, então como que a gente resolve isso?

Eu não tenho uma resposta, mas tô tentando aqui pensar um pouco, né? Eu acho que parte do princípio humano básico, empatia. Então, é assim, uma das coisas que eu mais tenho feito nas organizações hoje em dia, gente, não é ir pro pro mais complexo, é ir pro back to basics. Eu acho que isso ajuda muito em momentos que a coisa escala e que fica muito complexo, né? Então, acho que uma das formas é a gente ter um entendimento, tá? Então, a gente tem a geração lá que tem 60 anos, aí tem uma geração um pouco abaixo, aí tem dos 40 aos 35, 30 e uma abaixo. Como é que a gente cria pontes entre essas gerações?

Então é a partir de muito diálogo, a partir da gente ser criativo, porque se a gente ficar implementando tudo que a gente fez no passado para desenvolver pessoas, copo peixe, cop peixe, a gente continua com um buraco gigante. Então tô tentando assim, talvez o como a gente não tem, porque a gente vai ter que viver um pouco mais dentro disso, mas eu acho que é se abrir pras coisas básicas humanas e também criar novas soluções de desenvolvimento. Então, uma coisa que eu vi muito legal é a teoria da gente ter marketplace dentro das empresas, que são os talentos, os projetos e a gente aí ajudar a fazer esse cruzamento e depois o líder. E então as pessoas estariam talvez no futuro não exatamente em cargos, mas em nuvens e fluindo um pouco mais dentro da organização. Eu acho que isso ajuda muito, porque como você falou, né, a gente tem essa geração Z, que ela pode ser boa para algumas coisas e a gente tem o gestor dela que é para outras e a gente pode cruzar essas pessoas nos projetos. Então tô tentando aqui ser criativa porque eu acho que as soluções antigas elas não vão resolver o mundo daqui a 5, 10 anos. Então eu iria mais ou menos por esse pensamento, né? Mas eu acho que ainda falta muita maturidade.

Eu acho que ainda falta muito muita maturidade das empresas para chegar em um modelo desse, né? Com certeza. Com certeza. Tô aqui sendo inovativa, né?

Pensando.

>> É, não é ótimo. Mas e é isso, né? Quando a gente olha que a gente ainda tem alguns problemas antigos, eu acho que esse sim é um grande desafio e e não só juntar essas gerações, mas eu acho que skills diferentes, soft skills diferentes e a gente ter uma equipe assim tão diversa e que que trabalhe bem juntos, né? Eu passei um pouco por por isso, né, trazendo minha experiência. Eu fui programadora por muitos anos e quando eu entrei pra gestão para mim foi um suplício. Eu achava que eu estava muito burra porque se eu não programasse eu ou então me metia em todas as tarefas dos meus programadores, né? Então, até entender o quanto que era importante essa questão do soft skill foi uma tarefa árdua, mas é eh é é bem o que você falou, talvez muito diálogo, alguns treinamentos, mas a a cultura da empresa também ajudar nisso, né? esse essa evolução das empresas ajudarem nisso, acho que pode ir mudando ali moldando e e a mudança mesmo geracional, né, e e trazendo essas trocas.

>> Só uma ia fazer só uma observação. Eh, até não muito tempo atrás o Dev Senior, ele tava quase no no ostracismo, né? Porque a galera nova vindo com as tecnologias novas, com as linguagens nova e a galera nova, [ __ ] cara desenvolve rápido e o cara que conhece Java, sei lá, Coball, [ __ ] esse cara, [ __ ] o cara não consegue acompanhar e tal. E agora com a isso se inverteu, né? Porque é que foi que você falou, o sor ele sabe usar, ele sabe usar a favor a tecnologia e o e o e e porque tem contexto, tem obviamente a visão crítica e o Júnior, quer dizer, a galera nova não tá conseguindo extrair o melhor, né?

>> Então, curioso essa essa essa inversão, né?

>> E tem duas categorias de siior, né? Tem o senior, de fato, que é um cara siior, sábio, >> e tem o dinossauro.

>> Bom, verdade, >> né? O dinossauro ele não quer saiar, ele acha que o código bom é o dele. Tem razão, >> não é? O bracinho curto, né? Porque ele vai fazer só aquilo. É bem dinossauro mesmo.

>> Você tem razão. É um tir é o tiranossauro Rex. Exato.

>> O cara que tem uma senioridade de fato de usar a tecnologia a seu favor, abraçar as coisas novas e e potencializar aquilo, esse cara tá voando com aá, né? Mas eu conheço um cara muito bom, amigo meu da categoria dinossauro, que tá, não, cara, código bom é o que eu faço. Falou: "Tá bom, então fica apertando tecla por tecla da sua vida, velho. Você vai perder produtividade, né?" >> Uhum.

>> Então tem essas duas essas essas duas categorias. tem razão. E esse cara do dinossauro, ele vai se perder tanto quanto o Júnior que não sabe usar a ferramenta. O problema do Júnior é que ele eh ele ele não não ele não consegue avaliar o erro da IA, então ele erra duas vezes mais, né? Então e você exponencializa o erro do cara, né? Então, mas de boa fé, o cara não sabe, né? Então, eh, é é uma é uma equação difícil pra gente resolver, né? Porque ele vai entrar numa realidade de desenvolvimento que talvez, e aí entra o papel da cultura, Carol, como você colocou, talvez a gente vai ter que passar por uma reciclagem do mercado de tecnologia, porque até pouco tempo atrás, com a CELIC 2%, 3 anos atrás era uma briga para contratar no tapa programador que o cara era júnior numa empresa, ficava três meses, ele era contratado como pleno.

>> É verdade. Exato. Era uma guerra mesmo.

>> Era uma guerra. E aí esse pessoal se acostumou a não se preparar, não se capacitar. Talvez a gente vai ter que passar para uma reciclagem e o cara que tá entrando como júnior, ele vai ter que ficar olhando muita gente, vai ter que entender como funciona, porque ele não vai ter mais aquele aquele o direito do erro, como a gente passou por isso, sabe? Sem a >> eu acho que talvez a gente, desculpa te cortar, mas a gente tenha que fazer uma nova trilha de carreira para pras pessoas de tecnologia, né? Um outro ponto também que você falando agora me me trouxe, como que você quando era júnior, como que você aprendia e melhorava? Quando você não sabia, você procurava o sênior.

>> Sim.

>> Agora as interações humanas diminuíram muito. Quando eu não sei, eu vou perguntar pra Iá, mas aí eu não sei perguntar. A Iá me responde uma coisa que não era o que eu esperava. Mas eu não vou procurar o senor porque eu acho que tá certo.

>> Exatamente. E aí eu eu tô num ponto em que eu não sei perguntar, não sei avaliar resposta >> e não vou buscar ajuda porque não sei buscar ajuda. E aí eu eu acho que perguntei e não sei avaliar a resposta, aprendi errado. Cara, isso vira um ciclo terrível de novo. Perigoso, né?

Perigosíssimo. Perigosíssimo, né?

perigoso, porque o seesse menino vai por um acaso, ele vai e tá fazendo uma atividade, vai lá e e executa, puto.

>> Não, e e a própria operação de tecnologia passa por modificação, porque o Júnior ele era Io Sior, tá aqui, ó. Faz, faz essa classe aqui pro tio. Vem cá, >> deixa eu ver se tá >> isso é [risadas] F aqui, ó. Você vai fazer isso aqui com isso, aqui vai ter esse parâmetro, você vai ter que ter isso aqui. Beleza? Aí ele volta, você olha tá certo. Não, beleza. Então era quase uma IA síncro, né?

>> Uhum.

>> O Júnior ele aprendia assim: "Agora você não precisa mais desse cara, agora você manda o chat PT fazer". Entendeu?

>> Uhum.

>> Como é que esse cara vai se desenvolver?

Gente, isso é muito preocupante.

>> E esse é um dos riscos da IA, né? O isolamento.

>> Porque obviamente, como eu não acesso o sior, tô na minha casa, tô perguntando pra IA e eu fico nesse ciclo, me isolo.

Tem muito caso de burnout, de gente que tá nesse momento agora atual. Eu tava vendo um levantamento. Esse é um dos grandes riscos da IA. Eh, então de novo, >> e que só um parênteses também, isso é uma outra coisa também que você comentou, >> eh, que nem toda a empresa ainda leva o burnout como algo de fato sério, acha que é o cara, ainda leva ainda como um, enfim, e não leva sério como deveria de fato levar, que é uma doença, né?

>> Isso. Uhum.

É, eu acho que a eu acho que a pandemia transformou algumas coisas muito de forma muito real no RH e na liderança. E uma delas é que existem doenças emocionais e que se a pessoa carregar isso para dentro da organização, ela deixa outras pessoas doentes e ela talvez eh eh corre o risco de chegar no limite e aí o limite a gente não quer, né, que a pessoa chegue nesse nesse lugar. Eh, e isso é uma das coisas que nesse momento de a também me preocupa muito, né? Porque quando você traz a tecnologia e você acha que ela é sua, a sua melhor amiga e só ela existe, você se isola e uma das coisas que mais fazem mal para o ser humano é isolamento, é solidão. A gente lida muito mal, a gente quer pertencer, a gente quer fazer parte, a gente quer contribuir. São noções humanas de qualquer pessoa que nasce no planeta Terra. Então eu acho que isso é uma das coisas muito sérias do risco da EA, né?

Como é que a gente protege as pessoas, ou seja, que elas amplifiquem as suas habilidades, que elas façam o trabalho mais rápido, de forma efetiva, mas ao mesmo tempo a gente não perca a conexão com o que a gente tem de mais humano e mais bonito, que é o que transforma, que é o que faz a gente ser produtivo, que é o que gera o sucesso. Então eu acho que esse é um ponto fundamental e a e a área de RH e os líderes têm um papel fundamental nisso, porque se elas acharem que essa batata quente é de outra pessoa, a coisa não vai funcionar.

>> Então aí, mas aí aí entra numa outra questão, é que é o conflito que a gente tem ouvido frequentemente, né, que você tá, as empresas estão tentando trazer o pessoal para, né, para, sei lá, híbrido e tal e e principalmente o time de tecnologia são é o time mais existente para retornar, né? fazer um adendo para passar para vocês.

Isso fala muito com o a preparação das lideranças que a gente tem de tecnologia.

>> Uhum.

>> E o ponto que você colocou do seu início de carreira eh explícita muito isso, né? As pessoas em tecnologia geralmente são avaliadas somente pelo hard skill. Então, o cara é o melhor programador, ele vai ser o chefe dos programadores.

>> É verdade.

>> Esse cara, ele não tem ideia de como liderar, ele é abandonado na liderança, não sabe, não tem uma capacitação. Eh, algumas vezes não tem nem eh personalidade compatível com isso. E aí não é raro você ver empresas com chefes terríveis, que é um ótimo técnico >> mas é um péssimo líder, né?

E e aqu mesmo aqueles que têm eh eh tem aptidão para isso, que foi o seu caso, são eh tem que lidar com isso sozinhos, né, até entender que de fato o papel mudou, né? Isso. E e acho que o RH na área de tecnologia falha falha muito nesse sentido, >> em critérios de avaliação, promoção e gestão de pessoas e o que a gente chama de carreira em Y, que eu tenho algumas restrições em relação a isso.

>> Uhum.

>> Mas que é um modelo que que resolve em algumas situações, né? Mas como criar bons líderes de tecnologia, né? Como entender o que é soft skill e hard skill, né? Você sabe que é uma coisa que eu sou totalmente contra. É exatamente isso que você falou, né? Às vezes o seu melhor técnico vira um líder de equipe, ele não tem nenhuma aptidão para isso. E aí você perde seu melhor técnico e ganha um péssimo líder que acaba com a sua equipe inteira, né? Então acho que o papel do RH é fundamental nisso, inclusive às vezes para nortear quem tá direcionando essa pessoa para uma liderança, né? E e liderança de tecnologia é bem complexo, porque a pessoa precisa ter essa questão humana.

Mas precisa ser técnico, porque se não tem um técnico que vai aceitar ser liderado por uma pessoa que não tem os conhecimentos, né?

>> Isso que é uma área que lida com muito ego, né?

>> Muito e só só especialista, só geniozinho. Então >> tem ter um traquejo muito bom também, tem que ser técnico porque senão aí você tem um outro conflito, como você falou, né? Hum.

>> Às vezes você pega um cara que é um líder maravilhoso, o cara é um chefe muito bom lá na área de negócio, bota para lidar uma área de tecnologia, o cara não tem recebido nenhum, não tem critério, não tem como tomar decisão, né?

>> É um ajuste fino.

>> É, né?

>> E a equipe sabota porque eu já tive, eu já coloquei gestores, né? Trouxe gestores muito bons de mercado que tinha essa questão de negócio muito forte.

chegou na equipe, ele não era tão bom tecnicamente, não teve jeito. A equipe não aceita, eles não aceitam ser liderados porque a tem na cabeça deles menos conhecimento, embora não seja menos conhecimento, são outros conhecimentos, né? Mas não funciona.

>> Ex. E aí veja, você não pode colocar o melhor técnico porque talvez ele não é o melhor líder, mas equipe técnica não aceita um cara pior técnico do que ele para ser líder.

Cara, é uma assim é uma orquestra, né?

>> Eu acho que um dos grandes erros que a gente precisa rever, né, quando a gente pensa em desenvolvimento na área de RH, é que as áreas são distintas na forma de desenvolver. Então, você tá na área de finanças, é um jeito, o marketing é outro. Claro que tem coisas em comum e eu acho assim, eu vou arriscar dizer que a gente não acertou a mão para o desenvolvimento de tecnologia ainda e eu acho que tem que ser uma coisa muito particular mesmo, né? Eu concordo. Eu acho que quando eu me desenvolvi muito por vontade própria. Óbvio que eu tenho bastante para desenvolver e acho que isso é eterno, mas assim, >> eh, eu tive muita vontade e curiosidade de ir atrás dessa parte do do soft skill, porque eu eu sentia que eu não tinha mesmo, eu não não tinha toda essa empatia que precisava, às vezes eu não conseguia me colocar no lugar do outro.

Então, todas essas questões que assim eu não fui treinada para para fazer, eu fui treinada para ser uma boa técnica e para saber programar bem e para funcionar.

Então, quando eu mudei nessa para essa posição e que eu olhei ali, o primeiro a primeira sensação foi: "Eu não quero isso para mim". Eu voltei pr pra minha superintendente na época, eu falei: "Me volta porque eu não quero fazer isso".

Ela: "Não, tenta mais um pouco". Eu falei: "Eu odeio não é isso que eu quero fazer". E aí eu fui no tentar mais um pouco, eu comecei me aprofundando nisso, mas foi muito sozinho. Se o RH tivesse me dado esse apoio ou dado o apoio pros outros, assim, vários outros líderes, né, conseguiriam se desenvolver. Hum, nesse rumo.

>> Gente, eu vou apimentar mais aqui. Eh, quando a gente pensa no conselho das empresas, até pouco tempo atrás os conselheiros eram financeiros ou advogados, tá? pauta de pessoas de TI e e os os COs, né, tanto RH quant a gente não tava sentado no conselho. O que que isso reflete? É que a gente não era estratégico, tá? Estratégico é você mapear risco, é você ver financeiramente. Então o que acontece agora nas organizações, que eu acho que é um desenco, no fim, vai impactar na carreira das pessoas. Quando eu não trato algo como estratégico, eu não dou prioridade.

Tanto que quando eu fiz o curso de conselho, uma das coisas que mais falaram para mim é: "Seja usada". Quando você for se vender, quando você for falar dentro de uma empresa, você quer ser conselheira, mostra a importância da pauta de pessoas, porque a gente vai ter que abrir esse espaço dentro das organizações. Aí a gente vai, então aí agora a gente chega aqui no futuro, né?

E no futuro a tecnologia RH virá nos alicerces da transformação. Só que a gente ainda não tá sentado no conselho dessa forma. E aí a agenda do CEO, por mais que ela entenda que sim, tem outras coisas que na pilha ele coloca em cima.

Para mim, essa é a realidade. Aí quando a gente cascateia para baixo, que é como a gente vai usar o nosso budget para desenvolver a área de TI, vamos criar uma Não tem esse tempo, não tem esse dinheiro. Então eu não, eu não tô querendo desculpar, mas eu acho que a perspectiva do corporativo, ela precisa evoluir, porque as pautas mudaram, a agenda precisa ser renovada e as áreas que a gente tá falando aqui, elas precisam entrar de forma estratégica.

Antes se falava que uma pessoa de RH jamais poderia sentar na cadeira de um presidente. Hoje em dia isso já acontece. Mesma coisa com uma pessoa de tecnologia.

No passado isso era uma coisa que não existia. era alguém de marketing comercial ou um financeiro que sentava na cadeira do presidente. Então, o que eu acho o seguinte, é muito legal que a gente tá falando, porque essa transformação vai ter que acontecer, porque a gente vai ser atropelado por ela, não vai ter como. E aí talvez a gente sente num podcast daqui a 10 anos e a gente vai estar falando: "Puxa vida, como essas pautas entraram e como a gente passou a desenvolver as pessoas e e realmente transformar o Eu acredito muito nisso, tá? E eu não acho que é só porque a gente vai ser bonzinho, sabe?

assim, ai vamos incluir o RHT, é porque vai ser necessário, não vai ter outra saída. E acho que vai ser interessante você ter no teu time uma pessoa, um agente e que vão ter que interagir, né?

Você vai ter >> Ex.

>> Como é que vai ser essa interação, cara?

>> Vai ser curioso isso.

>> Exatamente. Eu acho que o bichinho agente é mais fácil de lidar do que o bichinho humano. [risadas] >> Ah, não tenho dúvida.

>> Certamente dúvida.

>> Então, acho que vai ser um pouco mais tranquilo lidar com o bichinho. A gente o bichinho humano ele é mais difícil, né?

>> [risadas] >> E e o ponto que você colocou, ele é ele é ele é uma lição para para as duas áreas, eu acho. A gente passou muito tempo tratando as áreas de RH e de tecnologia como áreas meramente operacionais e não estratégicas. E eu acho que a gente ficou muito tempo também eh numa num comodismo de lidar só com os nossos hard skills, com nossa função de tecnologia. Eu acho que a gente tem muito gerente de tecnologia que se interessa muito pouco ainda por estratégia de negócio, para falar de business, etc. Eu acho que eh a gente vai ter que os dois lados se flexionar e se tocar em algum ponto, né?

>> Eu eu eu gosto muito de falar disso porque eu sempre gostei de negócio.

Então eu acho que eu acabei caindo na área de de arquitetura justamente por causa disso, porque eu sempre gostei de entender problemas de negócio e resolver com tecnologia, mas eu entendo quem não não quer saber disso, né? Uhum. Só que eu acho que não cabe mais no momento que a gente tá, né? Não tem como você não discutir mais negócio, porque a tecnologia ela vai se tornar cada vez mais abstrata, né? Seja com A, seja com framework, sejam com uso de nuvem, etc.

A gente vai tratar cada vez mais isso no nível tático e estratégico, né? O cara que programava em assembler, esse cara não existe mais. Hoje a gente tem um cara programa em Coball e vai ter um e e a tecnologia ela vai virar cada essa fundação tecnológica do hard skill bruto, ela acaba sendo commodity. Essa sim vai ser commodity >> sim, porque se você não entende o negócio, você virou um tradutor.

>> Exato.

>> Mas para traduzir o a IA faz para você, né, traduzir o que você tá escrevendo sem lógica ou sem entender o negócio, ela traduz o código, né? Então, e essa é a importância mesmo. Não tem como a gente negar hoje e você tratar a tecnologia dessa forma, você vira commodity mesmo.

>> Exatamente. Você tá se colocando no papel de commodity >> e isso vai tá ultrapassado. Isso se já não está ultrapassado, vai ficar ultrapassado, né?

>> É, eu acho que já pouco sobrevivem nesse modo.

>> Já pouco sobrevivem. Exatamente. Mas a gente sabe que sempre tem, né? Tem tem lá um cara que quer ficar abrindo e fechando ticket sem entender o que tá fazendo. Esse cara é o primeiro que vai perder o emprego para Iá.

>> Sim. Esse sim perde já. [risadas] >> Esse sim, né? Agora o eu acredito muito ainda naquele lema que a gente diz que você não vai perder o emprego para IA, mas você vai perder o emprego para alguém que sai saiba usar IA, né? É isso.

>> Então, eh, fica um um uma aura de de pensamento aqui, né, para nós, eh, profissionais de tecnologia, de fato, se adaptar pro pros novos rumos, né, pros novos conceitos, pras novas estratégias e se plugar cada vez mais é um negócio, né, Ron?

É, cara, eh, acho que o resumo é que a gente tem um caminho árduo a ser eh a atravessar, porque realmente é muita coisa simultaneamente acontecendo e aí realmente tem a pressão do negócio em si, porque eh, né, seja questão política, seja a questão econômica, seja geopolítica, >> a pressão tecnológica e aí volta volta para dentro das empresas conflitos internos. [ __ ] vai ficar, não vai ficar, fecha a operação. Eh, e aí é ai [ __ ] e aí vai tirar meu trabalho. E cara, como é que as empresas vão conseguir lidar com tudo isso simultaneamente? Cara, é um [ __ ] desafio. É um [ __ ] desafio. E realmente eh acho que a gente tá vendo cada vez mais num momento que a a as coisas estão simplificando demais, né, a tecnologia de novo. Eh, fazendo as ressalvas que a gente já fez aqui do low code, no code e tal, mas cara, é uma é um fato, né? Eh, então tudo isso ao mesmo tempo tá vindo e de novo, o RH pode ser um uma área estratégica para puxar de novo, né?

ganhar relevância nesse momento, né?

>> E aí eu vou jogar o peso no CEO e nas posições chaves de alta liderança.

>> Põe o peso em quem merece [risadas] o salário deles para isso >> porque seguinte, a cultura começa de lá, né?

>> É isso aí. Eh, a transformação vem da mentalidade que o CEO proporcionar para dentro da organização e e não tem como a gente negar isso.

Então, claro, a gente tá aqui tratando as soluções de RH, de TI e como é que a gente desenvolve talentos, mas a gente precisa de líderes mais conscientes e também a gente não tem mais tempo de esperar. A, tem que virar a chave agora, né? Aí a veio para ficar é fundamental.

a gente tem um gap de capacitação e alguma coisa precisa ser feita. E muitos líderes que eu vejo nessas posições, eles mesmos estão sendo as barreiras para que o processo não aconteça da forma que deveria.

Então, eh, por isso que é complexo, né?

Porque você falou, ser humano é pior que o agente. É verdade, ele é muito complexo, porque ele fala assim: "Eu sou presidente da empresa, eu quero essa transformação, etc." Mas ele tem medo de usar, ele tem medo de ser substituído, ele não se interessa em se capacitar.

Então, como é que eu consigo transferir isso pra organização?

>> É, cara, mas a gente também tem um outro fator que aí é também é uma outra questão complexa, é que o cara também tá preocupado no trimestre dele, no quarter, né? Então, [ __ ] >> e aí você puxou um, entendeu?

Entendeu? Aí o cara ele ele não tem tempo para isso porque ele tem que >> aí a gente tem que fazer uma outra pauta sobre interesse pessoal e interesse corporativo mesmo tempo.

>> Isso. Mas cara é complexo.

>> Exato. E às vezes é é o interesse é só no no próximo trimestre mesmo, não no na perenidade.

São tudas coisas de long.

>> Eu só vou descurar de uma coisa que é o seguinte, tá todo mundo sob pressão em todas as os níveis organizacionais. Se eu sempre deixar essa pauta para depois, o meu resultado vai ser prejudicado.

Então eu acho que tem que abraçar o seguinte: eu preciso fechar o trimestre, mas se eu empurrar pro próximo trimestre, o próximo, vai chegar uma hora que eu não fecho mais o meu trimestre.

>> Ah, mas nem todos pensam assim, >> sim, mas essa é a mentalidade no fim das contas, né? Porque a coisa não para de pé >> se você ficar empurrando, né? Isso tem muito a ver com tecnologia, vai concordar comigo? Você tem que entregar um produto, vai entregar cheiro, cheio de débito técnico porque precisa entregar, precisa cumprir meta e etc.

Isso, isso é muito comum, né?

>> É muito comum. E depois isso virou o custo da área, porque ah, eu não vou manter uma área inteira para ficar resolvendo bugs. Ah, porque tem tanto bug? Porque aí passou e isso aí trocou o gestor, o cara veio, mas gente, por que que botaram esse produto no ar desse jeito cheio de problema? Se e aí vira uma bola de neve, né? Então isso vem muito da visão que eu acho que aí é uma uma análise que a gente tem que fazer mais eh com sociedade. Cara, filosofia, Ron, mas [risadas] sabe que essa visão tão a curto prazo vale a pena, né?

>> Então você condiciona uma meta no trimestre pro executivo que pode prejudicar a empresa a longo prazo.

>> Uhum.

E é ele mesmo.

>> E é ele mesmo. Mas ele pensa, será que eu vou? Isso aqui vai dar problema daqui a 5 anos. Será que eu vouar aqui? Não, o cara nem imagina, cara. Sabe uma coisa que e vou fojar um pouco da pauta, mas >> mas a empresa continua.

>> Sim, cara. O que a gente vê essas discussões de nuvem, ah, os contratos de nuvem, putz, que é um contrato, meu, o cara fecha um contrato porque, novamente, isso pode afetar positivamente o o bônus dele, mas pra companhia pode ser um péssimo negócio, porque daqui a 3 anos vem vir um cara, >> vai vir a conta, entendeu? Mas o cara já não tá lá, o cara já saiu já, entendeu?

>> Exatamente. Exatamente. Então, fica aqui a sugestão de uma nova pauta, hein, meninas, para vocês voltarem pra gente falar disso.

>> Com certeza. Certeza.

>> Mas pra gente fechar esse episódio com chave de ouro, vamos voltar pra pergunta inicial.

[risadas] >> Vou mudar a pergunta inicial que a primeira foi sobre o prompt, né? Mas vamos responder a pergunta da Você SA. A gente vai virar uma área só no futuro?

>> Eu acredito que sim. Eh, como eu falei, né, anteriormente, eu acho que todas as áreas vão ser um uma área de tecnologia.

Eu não acredito que vai ter mais essa segregação. Eu acho que dentro o o financeiro vai ser sim uma área de tecnologia, RH vai ser uma área de tecnologia. Eu acho que cada vez mais a tecnologia vai conviver fundida as áreas e não como uma área separada.

>> Eu acho que a estrutura organizacional vai ter que mudar. Então, eu acho que tem coisas que a gente nem tá enxergando ainda. Eh, não sei se funde, eh, mas eu acho que elas podem coexistir em formatos diferentes.

Eh, o RH, de uma forma ou outra, ele impregna toda a organização. Porque quando eu tenho um BP que tá olhando para uma área a um certo nível, né, todo mundo tem um BP ali de bracinho dado, ele tá impregnando a organização inteira, né? Eh, mas eu tenho certeza que a estrutura não vai se manter como é hoje. Isso isso eu acho que eu afirmaria. Agora, como vai ser exatamente? Eu acho que eu tô aberta a explorar esse mundo que eu realmente não sei. O que eu mais tô gostando deste mundo da IA é que as empresas perderam muito das respostas que no passado, de uma forma egóica elas acreditavam que elas tinham. E os líderes estão sentando na mesa para dizer: "Não sei, eu acho que isso pode ser muito bom também pro pro tá vivenciando organizacional, indo pra parte filosófica da questão.

>> Excelente. E você, Ron, que que você acha?

Cara, é tanta mudança que é difícil você conseguir enxergar, mas eu também acho que eu eh acho que eu vou um pouco na linha da da Adriana de cara, acho que toda a área vai virar a tecnologia de alguma maneira e isso vai de alguma forma eh fazer com que as pessoas repensem, que os líderes repensem e que eh o RH ganhe mais aut não autonomia, mas ganhe força.

para humanizar de fato mesmo, para trazer de novo. Cara, a tecnologia é incrível, mas se não tiver um humano por trás ali que vai ajudar a potencializar a máquina em si, por si só, não é tudo isso, né? Porque tem problemas, tem dificuldades, enfim, né? Eu tenho uma visão também muito parecida com a Adriana, né? Eu acho que se a gente olhar para as áreas de tecnologia e RH como são hoje e como foi colocado pela revista, parece que vai ser juntar, vai juntar RH e tecnologia e as outras áreas continuam como estão. Eu acho que isso não vai acontecer.

>> Uhum.

>> Né? Eu acho que o RH e a tecnologia de fato, passam a ser parte de todas as áreas, né?

E e isso vai ser um processo mais natural, né? Conforme a gente fala sobre capacidades de tecnologia e de inteligência artificial, eu vou ter que ter skills desses dessas duas áreas naturalmente, né? Então eu vou ter pessoas com capacidades de RH e de tecnologia dentro da área comercial e dentro da área de jurídico, etc. Eu acho que isso na verdade, né, Adriana, no próprio processo de transformação digital já deveria tá acontecendo da tecnologia tá embarcada dentro das áreas de negócio, >> já deveria estar mais avançado e e que como a gente falou lá no começo, muitas empresas ainda não passaram por isso, então não é tão comum da gente ver, mas empresas que já t o seu a sua maturidade digital mais aflorada, você tem gente de tecnologia dentro daquela célula de negócio. negócio que trata daquele movimento de negócio, né? Tem gente que trata lá junto com na mesa com o PM, com o PIO, com CEO para discutir aquela estratégia de produto, né? Eu acho que o RH tem que fazer parte desse momento pelo avanço da EA, né? E que vai trazer esse comportamento sintético humano que vai ser necessário daqui em diante, né?

Então, eh, muito parecido com aquela histeria coletiva que a gente teve lá no começo do 2000 e pouco, que era o modelo Spotify que o Spotify nunca usou, né, >> que era as tribos e os squads, etc., aquela histeria coletiva que a gente viveu, mas é um pouco semelhante com isso. Vou ter gente de tecnologia em todas as áreas, vou ter gente de RH em todas as áreas e a gente vira meio que um ser unipresente dentro da empresa, né?

E aí fica o desafio, né, até pra gente discutir no nosso como é que no no nosso episódio seguinte, que vocês já estão convidados, porque esse episódio não pode acabar aqui. [risadas] E como é que a gente mantém a gestão e estratégia de tudo isso com gente dispersa na equipe, na empresa inteira, né, que é um desafio de gestão sem nenhum, né, >> meninas, queria que vocês deixassem suas considerações finais pra gente partir pro nosso encerramento. Eu acho que a minha consideração é o seguinte, a gente tá num processo de transformação que não adianta a gente querer fazer tudo ao mesmo tempo. Eu acho que é a gente tem que começar pequeno e ir ganhando essa profundidade organizacional. Isso que isso é uma das coisas importantes, porque de novo, a gente precisa conquistar essa liderança, que elas que ela compre a ideia. Depois a gente precisa entender como TI, RH vão vão patrocinar tudo isso. E aí o resto da organização precisa também embarcar nessa jornada cultural de transformação.

Então eu acho que a gente vai precisar mais do que nunca, de novo, back to basics, empatia, comunicação, gestão de conflito, eh resiliência.

Eh, e eu acho que assim a gente vai conseguir trilhar esse caminho do futuro, que ainda é um pouco incerto, que a gente não tem todas as respostas, mas se a gente tiver disponível para fazer isso, a gente consegue chegar lá.

Excelente.

>> É, eu acho que eu pensaria muito se fosse para pensar numa numa palavra, acho que talvez perenidade, né, pra gente fazer as coisas assim mais perenes, com calma, que seja eh acho que estável e e que funcione sem essas histerias e e essas coisas megalomaníacas, né? Usar pro que tem que ser usado, mas usar de uma forma que seja perene.

>> Sim.

E aí, como a bora devagar com dor, gente. Pera aí, né? Traduzindo. Pera aí, gente. Não vamos embarcar em todo barco que tá passando, porque o negócio tá muito louco, né, Ron?

>> Acho que talvez uma palavra que eu ouvi e que eu achei interessante chama ambidestria, né? Que é exatamente isso, é como você consegue >> tocar o teu dia a dia, a tua operação, ao mesmo tempo começar a olhar a transformação que precisa ser feita e como fazer isso, né? Então, acho que é o momento ideal, exatamente para isso, né?

>> Exatamente. É. E para se transformar, se você ainda não se transformou, não dá mais para ter uma operação de empresarial, uma operação estratégica, como você tinha nos anos 2000, 2010, né? O trem descarrilhado da Iá tá passando, cara. Vai levar o que >> o que tiver e quem não acompanhar pode ter problema no futuro, né? vai ficar, >> vai ficar para trás, >> vai ficar no descarrilho do trem, né, meninas? Muito obrigado pela participação de vocês. Adriana, obrigado demais.

>> Carol, obrigado demais.

>> Foi muito bom. Obrigado.

>> Muito bom. Acho que foi uma discussão aqui bem eh justa, filosófica e que aproxima muito bem esses momentos de RH, transformação e que eu tenho certeza que o nosso ouvinte que é da área de tecnologia, que é da área de RH, vai refletir sobre o que a gente falou aqui, né, Ron? Cara, um tema super interessante, super relevante pro momento que a gente tá passando, eh, e é uma transformação que vai acontecer menos dia, mais dia, né? Então, acho que acho que a pauta foi muito interessante, exatamente, para trazer isso à luz, né?

Como é que como é que a gente começa a trabalhar a partir de agora >> eh todo esse movimento pensando no futuro, como é que como é que eu como é que eu trago essa geração nova?

para esse cenário de EA e como é que eu trabalho isso dentro da equipe, como é que eu eh eu o RH pode ajudar nessa conscientização das pessoas, cara. Não é bem assim que a vai tirar o trabalho de todo mundo, não é bem assim, né? E traz isso pra terra, cara, calma, enfim.

Então, acho que é um uma foi uma pauta excelente pra gente conversar.

>> Pode parecer pretencioso, mas acho que a gente produziu um documento aqui para ser revisto daqui a 5 anos.

Ah, ia ser bom voltar daqui 5 anos, né, e falar como é que ficou, como é que ficou tudo isso, né?

>> Exatamente. Acho que a gente produziu um documento da nossa situação atual de gestão de pessoas, de adoção de ar, que daqui a 5 anos qualquer pessoa vai poder olhar e olhar pro passado e falar: "Cara, o que aconteceu?" >> Então, a gente já tem um podcast marcado daqui a 5 anos para rever. tem [risadas] um daqui a 5 anos, mas vocês voltam antes.

>> Combinado.

>> Combinado.

>> Você que acompanhou a gente até agora, muito obrigado pela audiência de vocês.

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Olha só.

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Ótimo.

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né? Se você não pode contribuir dessa forma, a gente entende perfeitamente, você pode ajudar de outras formas. Solta no slack da empresa, >> passa esse aqui pro time do RH, >> manda isso, pega, sabe? Geralmente a empresa tem aquele aquele grupo do RH inteiro, né? Pega esse episódio, manda >> pelo WhatsApp, né?

>> Isso, manda, manda pro grupo do RH, manda pro grupo de tecnologia.

Você pode ajudar muito a gente crescendo a nossa comunidade também. Se você entende que a gente pode contribuir mais, você pode ser membro também. Acho que é isso, né, Ron? Com certeza episódio foi ótimo. Obrigado pela audiência de vocês. Valeu, [música]

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